terça-feira, 24 de abril de 2012

Proteinas membranares

Boa noite leitores do blog ehvet-unicentro!

            Hoje iremos completar o nosso estudo sobre as células falando sobre as proteínas que são encontradas nelas.

            Organelas são estruturas subcelulares comuns a muitos tipos de células,são compartimentos celulares limitados por membranas . Essas organelas desenvolvem funções distintas, que no total, produzem as características de vida associada com a célula.
            Todas as organelas celulares são revestidas por membranas, formadas em sua maior parte, por lipídios e por proteínas. Essas membranas incluem a membrana celular, a membrana nuclear, a membrana do retículo endoplasmático e as membranas das mitocôndrias, dos lisossomos e do aparelho de Golgi, além de várias outras. As moléculas de proteínas, por sua vez, penetram com certa freqüência, através de toda a espessura dessas membranas, o que interrompe a continuidade da barreira lipídica, e, por conseguinte, forma canais para a passagem de substâncias específicas através destas membranas.
            As proteínas da membrana plasmática exercem grandes variedades de funções: atuam preferencialmente nos mecanismos de transporte, organizando verdadeiros túneis que permitem a passagem de substâncias para dentro e para fora da célula, funcionam como receptores de membrana, encarregadas de receber sinais de substâncias que levam alguma mensagem para a célula, favorecem a adesão de células adjacentes em um tecido, servem como ponto de ancoragem para o citoesqueleto. São elas:
  • Proteínas de adesão: em células adjacentes, as proteínas da membrana podem aderir umas às outras.
  • Proteínas que facilitam o transporte de substâncias entre células.
  • Proteínas de reconhecimento: determinadas glicoproteínas atuam na membrana como um verdadeiro “selo marcador”, sendo identificadas especificamente por outras células.
  • Proteínas receptoras de membrana.
  • Proteínas de transporte: podem desempenhar papel na difusão facilitada, formando um canal por onde passam algumas substâncias, ou no transporte ativo, em que há gasto de energia fornecida pela substância ATP. O ATP (adenosina trifosfato) é uma molécula derivada de nucleotídeo que armazena a energia liberada nos processos bioenergéticos que ocorrem nas células (respiração aeróbia, por exemplo). Toda vez que é necessária energia para a realização de uma atividade celular (transporte ativo, por exemplo) ela é fornecida por moléculas de ATP.
  • Proteínas de ação enzimática: uma ou mais proteínas podem atuar isoladamente como enzima na membrana ou em conjunto, como se fossem parte de uma “linha de montagem” de uma determinada via metabólica.
  • Proteínas com função de ancoragem para o citoesqueleto.

Referencia:




Obrigada e até a proxima postagem!


Curiosidades - Celula Interativa

         Este site possui uma célula interativa em flash, mostrando imagens obtidas através de um microscópio, de algumas organelas celulares. É algo bem simples, mas a vantagem é que esta em português!


Nao deixem de conferir e aguardem por mais novidades em nosso blog!

Curiosidades - Anatomia da celula

              Este site mostra uma animação em flash da anatomia básica de uma célula. O site contém outras animações interessantes, e está disponível em varias línguas, inclusive o português!


Nao deixem de conferir! Obrigada

Curiosidades - Aplicativo em flash


            Este programa interativo online permite visualizar a célula e suas organelas. O único problema é que não possui download gratuito e o site esta em inglês, mas possibilita ter uma maior compreensão de como uma célula se organiza.




Esperamos que seja util. Obrigada!

Curiosidades - Video

Oi!

Hoje iremos postar um video, ele está em ingles, mas ajuda a complementar a postagem anterior sobre as organelas celulares.


Em breve postaremos mais curiosidades sobre a célula e suas organelas.
Obrigada equipe ehvet-unicentro

Organelas celulares

Olá pessoal!

            Hoje iniciaremos um novo estudo em nosso blog!
            Após sabermos como funciona um microscópio e onde ele é mais utilizado, vamos iniciar o estudo das organelas que compõe a célula. Nesta postagem mostraremos uma visão bem resumida das estruturas e funções das células.

Teoria celular

            A teoria celular, uma das mais importantes generalidades da biologia, pode ser resumida em quatro proposições a seguir, que nos ajudará a dar inicio ao estudo da célula e de suas organelas:

  • Todos os organismos vivos são formados por células;
  • Todas as reações vitais de um organismo ocorrem na célula;
  • As células originam unicamente de células preexistentes;
  • As células contém material genético.

O que é a célula?

            A célula é a menor unidade que constitui os seres vivos, podendo ser encontrada isoladamente no seres unicelulares ou formar arranjos ordenados, os tecidos (que serão vistos em postagens futuras), que constituem o corpo dos seres pluricelulares.
            A célula pode ser encontrada em dois tipos básicos: as células procariontes e as células eucariontes.
            As de maior interesse para nós são as eucariontes que possuem um núcleo bem individualizado e delimitado pelo envoltório nuclear.

Estrutura de uma célula eucariótica animal

            Na célula eucariótica existem três componentes básicos: membrana plasmática, citoplasma e núcleo.

Fonte:http://www.argosymedical.com/Cellular/samples/images/AnimalCell.jpg
Membrana Plasmática

            Envolvendo a célula, aparece a membrana plasmática, uma delgada película através da qual são realizadas as trocas de substancia entre os meios intra e extracelulares. É através da membrana que a célula recebe a água, oxigênio e alimento, ao mesmo tempo que elimina substancias úteis ao organismo ou resíduos provenientes de reações químicas que nela acontecem.

Citoplasma

            O citoplasma é o constituinte celular mais abundante, formado pelo citosol e os organóides celulares. O citosol, principal componente do citoplasma, é um liquido no qual estão mergulhadas as organelas celulares, entre os quais destacamos: ribossomos, reticulo endoplasmático liso e rugoso, mitocôndrias, lisossomos, complexo de golgi, centríolos e citoesqueleto.

Núcleo

            Situado geralmente no centro da célula, o núcleo é envolvido por uma dupla porosa membrana e apresenta no seu interior o nucléolo e a cromatina. O nucléolo é um corpúsculo que origina os ribossomos. Estruturalmente, a cromatina é formada pelo DNA, onde aparecem os genes, por meio dos quais o núcleo coordena as funções celulares

Ribossomos

            Os ribossomos são pequenos grânulos que aparecem livremente no citoplasma ou aderidos às membranas do reticulo endoplasmático rugoso. Fazem a síntese de proteínas

Reticulo endoplasmático

            É um sistema de sáculos e canalículos interligados, que compreendem dois sistemas: o reticulo endoplasmático liso e o rugoso (que possui ribossomos aderidos a ele).
            O reticulo endoplasmático realiza a função de síntese de proteínas, como as enzimas lisossômicas e as imunoglobulinas (RER), e no REL ocorre a síntese de lipídios e esteróides.          O RE concentra e armazena substancias provenientes do meio extracelular e intracelular, faz parte do transporte de substancias, podendo ser feito dentro ou fora da célula e faz a detoxificação por modificar moléculas tóxicas que penetram na célula.

 Mitocôndrias

            Corpúsculos esféricos ou alongados, limitados por duas membranas: uma interna com uma serie de expansões chamadas cristas e outra externa. Nas mitocôndrias, ocorrem etapas da respiração celular, processo que fornece a energia necessária as atividades vitais da célula.

Complexo de Golgi

            Constituído por uma pilha de vesículas circulares e achatadas, servindo principalmente para armazenamento de secreções, substancias úteis produzidas e eliminadas pelas células.

Lisossomos

            Pequenas bolsas formadas por uma membrana que envolve enzimas, elementos responsáveis pela digestão de substancias no meio intracelular

Citoesqueleto

            A forma celular é mantida pelo citoesqueleto, um conjunto de filamentos de natureza protéica, existente no citoplasma.

Peroxissomos

            São organelas membranosas presentes no citoplasma, formando vesículas arredondadas, cuja função está relacionada ao armazenamento de enzimas que catalisam o peróxido de hidrogênio (água oxigenada - H2O2), uma substância tóxica que necessita ser degradada.

Centríolos

            Os centríolos são organelas não envolvidas por membrana e que participam do progresso de divisão celular.

Cílios e flagelos

            São estruturas móveis, encontradas externamente em células de diversos seres vivos. os cílios são curtos e podem ser relacionados à locomoção e a remoção de impurezas. nas células que revestem a traquéia humana, por exemplo, os batimentos ciliares empurram impurezas provenientes do ar inspirado, trabalho facilitado pela mistura com o muco que, produzido pelas células da traquéia, lubrifica e protege a traquéia. em alguns protozoários, por exemplo, o paramécio, os cílios são utilizados para a locomoção.
            Os flagelos são longos e também se relacionam a locomoção de certas células, como a de alguns protozoários (por exemplo, o tripanosssomo causador da doença de chagas) e a do espermatozóide.


Referencias:



Biologia – Livro 1 – Coleção Objetivo – Ed. Cered

Biologia celular e molecular – Junqueira e Carneiro – Oitava edição – Ed. Guanabara

Esperamos que gostem, obrigada equipe ehvet-unicentro

Curiosidades - Link interatido de microscópio de transmissão

Olá pessoal!

Hoje colocaremos mais uma curiosidade relacionada a microscopia. Quem tem curiosidade em saber quais os componentes de um microscópio eletrônico de transmissão tem um site que mostra bem resumido e bem didático o modelo de um:

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/7618/met.swf?sequence=1


Obrigada equipe ehvet-unicentro

domingo, 15 de abril de 2012

Técnicas de coloração histologicas

Olá pessoal!

Hoje vamos falar sobre alguns tipos de técnicas para corar materiais para análise em microscopia que existem.

Técnicas de Coloração de Cortes Histológicos

            A coloração consiste numa etapa muito importante para a visualização das estruturas do tecido. Normalmente são utilizados corantes hidrossolúveis, sendo necessária a remoção da parafina da peça que foi preparada nas etapas descritas anteriormente e que permanece na lâmina de vidro.
            Existem muitos tipos de corantes, mas de um modo geral podem ser agrupados em três classes distintas (Gartner e Hiatt, 1999):
  • Corantes que diferenciam os componentes ácidos e básicos das células;
  •  Corantes especializados que diferenciam os componentes fibrosos da matriz extracelular;
  •  Sais metálicos que precipitam nos tecidos.

            Os corantes mais utilizados nos procedimentos histológicos são a Hematoxilina e a Eosina (HE).
            A Hematoxilina é uma base que cora, preferencialmente, componentes ácidos das células em um tom azulado escuro. Como os componentes ácidos mais abundantes são o DNA e o RNA, tanto o núcleo, quanto certas partes do citoplasma, se tornam azulados. Esses componentes são chamados de basófilos.
            A Eosina, ao contrário, é um ácido que cora as estruturas básicas da célula de rosa. Estas estruturas são abundantes no citoplasma e são chamadas de acidófilas (Gartner e Hiatt, 1999).
            Outros corantes são também utilizados em procedimentos de rotina em laboratórios, tais como (Gartner e Hiatt, 1999):
  • Tricrômico de Masson - cora o núcleo de azul escuro, o citoplasma, a queratina e o músculo de vermelho e o mucigênio e o colágeno de azul claro;
  • Orceína - cora as fibras elásticas de marrom;
  • Weigert - cora as fibras elásticas de azul;
  • Prata - cora as fibras reticulares de preto;
  • Hematoxilina férrica - cora as estriações dos músculos, os núcleos e os eritrócitos de preto;
  • Ácido periódico reativo de Schiff – cora as moléculas ricas em glicogênio e carboidrato de magenta;
  • Wright e Giemsa - especializado em células sangüíneas, cora de rosa os eritrócitos e os grânulos eosinófilos, de púrpura o núcleo dos leucócitos e grânulos basófilos e de azul o citoplasma dos monócitos e dos linfócitos.

Referencias:
Bom espero que tenha esclarecido qualquer duvida gerada em relação a outros métodos de coloração.
Obrigada, equipe ehvet-unicentro




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Curiosidades - Artigos

                Pessoal que acompanha nosso blog, como prometido, postaremos um artigo que fala sobre microscopia.
                Decidimos colocá-lo por ter despertado curiosidade em nós.
                O titulo do artigo é: Mecanoreceptores da mucosa palatina de avestruz (Struthio camelus): estudo ao microscópio de luz.
                 Este artigo fala de como os autores utilizaram uma técnica de coloração em células da mucosa da boca de um avestruz, em um dos microscópios mais simples que existem, o microscópio de luz.

Segue abaixo o resumo do artigo e o link do arquivo para quem tiver interesse em ler ele completo.


RESUMO
                Foram estudados corpúsculos de Herbst da mucosa palatina de avestruz em nível de microscopia de luz. Os corpúsculos compõem-se de uma cápsula externa, cápsula interna e axônio central. A cápsula externa apresentou numerosas lamelas, enquanto que a cápsula interna mostrou estrutura de folhas compactas. Os corpúsculos apresentaram formato ovalado ou circular e circundado por espessos feixes de fibras colágenas. Cada lamela estava composta de uma densa rede de fibras espessas. Os axônios terminais estavam situados ao longo do eixo, terminando em um bulbo terminal. As fibras da cápsula externa, coradas por Picrosirius e examinadas no microscópio óptico sob luz polarizada, revelou a presença de fibras colágenas do tipo I em verde e na região periférica observou-se grande quantidade de fibras colágenas do tipo III. Os corpúsculos apresentaram-se envoltos por células planas e envoltos por fibras colágenas.




Até o proximo post!
Obrigada - equipe ehvet-unicentro

Curiosidades - Outras técnicas de preparação de lâminas

Olá pessoal!

            Navegando pela internet, encontramos uma publicação que fala sobre outras técnicas de se preparar lâminas. Como dito anteriormente, a técnica da parafina é a mais utilizada, mas isso não descarta a utilização de demais técnicas!
            Iremos postar abaixo para fins de curiosidade, e com esse post abriremos a primeira de muitas outras postagens com o título "Curiosidades", onde colocaremos alguns artigos, vídeos, links interessantes, matérias e afins. Esperamos que gostem!


Técnicas Utilizadas para Confecção de Lâminas Ósseas

            Para a confecção de lâminas ósseas são utilizadas duas técnicas: a primeira consiste no desgaste do osso através do polimento com lixa.

Confecção de lâminas ósseas por desgaste

            Inicialmente, é retirado um fragmento do osso a ser analisado. Esse fragmento é colado com bálsamo do Canadá sobre uma superfície de madeira plana. Em um bloco de madeira é colada uma lixa de granulometria grossa para o primeiro polimento.
            O polimento final é feito com uma lixa mais fina, com movimentos firmes e no mesmo sentido, até que se tenha obtido uma camada de osso delgada. O osso é retirado da madeira com xilol e aderido à superfície da lâmina de vidro. Sobre ele é colocada uma lamínula e fixada com resina (Amaral et al. 1994; Timm, 1996 a, b).

Confecção de lâminas ósseas por descalcificação

            A segunda técnica implica na descalcificação do osso.
Este procedimento tem por objetivo retirar o fosfato de cálcio do tecido ósseo para que possa ser seccionado posteriormente. A descalcificação pode ser feita através da imersão em ácidos ou compostos quelantes.
            Os quelantes capturam os íons metálicos (entre os quais o cálcio), removendo-os dos tecidos com um mínimo de alteração. Embora de ação mais lenta, agridem menos o tecido, e são mais utilizados nos procedimentos histológicos.
            Após a fixação, o material é lavado para retirar o excesso de fixador e transferido para um descalcificador. Não é recomendado utilizar fragmentos maiores do que 3 mm de diâmetro. Devem-se usar, no mínimo, 40 vezes o volume do tecido, agitando o frasco várias vezes ao dia e trocando o descalcificador a cada 2 ou 3 dias.
            Os tecidos descalcificados não devem ser transferidos diretamente ao álcool 70%, e sim, lavados em água corrente por algumas horas. Para a confecção das lâminas histológicas de ossos descalcificados seguem-se as etapas rotineiras citadas anteriormente.

Técnicas Histoquímicas

            A histoquímica é uma técnica histológica que tem por objetivo a identificação da natureza química de constituintes celulares.
Consiste na coloração específica desses constituintes, recorrendo basicamente a substâncias que, reagindo com os componentes celulares, dão origem a produtos corados.
            Esta técnica contrasta com a coloração histológica comum, acima referida, na medida em que esta última se baseia na absorção, pelas estruturas, de substâncias coradas (os corantes), enquanto que na histoquímica, as cores são propriedades de produtos que se formam in sito.
Um dos exemplos clássicos é o método de Feulgen que se destina a identificar o DNA.
            O princípio da reação baseia-se no fato de que o DNA, após hidrólise ácida moderada, quando tratado pelo reagente de Schiff , dar lugar à formação de um produto que se cora em vermelho arroxeado.
            São processos de coloração que conferem especificidade, pois expõem os grupamentos e radicais químicos que compõem as estruturas, para que os mesmos sejam especificamente evidenciados pelos corantes histoquímicos.

Ex: carboidratos, ácidos nucléicos, aminoácidos, íons, lipídeos, etc.
- Localização de ácidos nucléicos: método de Feulgen.
- Localização de carboidratos: técnica do PAS (Periodic Acid-Schiff).

Técnica da Contrastação (Microscopia Eletrônica)

            A microscopia eletrônica expõe estruturas que ao selecionar a passagem de elétrons pelas mesmas, tornam-se elétron-densas ou elétron-lúcidas.
            São duas as substâncias contrastantes mais usualmente aplicadas para a microscopia eletrônica: o acetato de uranila e o citrato de chumbo.

Técnica de Imuno-Histoquímica (IHC)

            As técnicas de imuno-histoquímica (IHQ) detectam moléculas (antígenos) teciduais, sendo de grande valor nos diagnósticos anátomo-patológicos e na investigação científica. O mecanismo básico é o reconhecimento do antígeno por um anticorpo (Ac primário) associado a diversos tipos de processos de visualização. 
            Atualmente há disponibilidade de grande número de anticorpos para uso em tecidos fixados em formol e incluídos em blocos parafina, permitindo o estudo de blocos arquivados por longos períodos.
            A técnica de IHQ mais usada é a indireta, associada ao complexo avidina-biotina-enzima. O complexo é formado pela ligação de uma molécula de (strept) avidina com várias de biotina associadas a uma enzima (peroxidase ou fosfatase alcalina), que tem como função a conversão de um cromógeno incolor em um produto final que pode conferir diversas cores aos antígenos teciduais marcados. As cores mais comuns são a castanha (peroxidase+ diaminobenzidina-DAB) e a vermelha (fosfatase alcalina + fast red).

Indicações:

            Em diversos casos é necessário utilizar o exame imuno-histoquímico, procedimento sensível de detecção molecular que pode auxiliar no diagnóstico de doenças inflamatórias, infecciosas e neoplasias, ou ainda fornecer dados mais precisos e individualizados sobre o melhor tratamento e provável evolução do câncer.
            A imuno-histoquímica pode auxiliar em diversas situações, tais como:

- Diagnóstico de tumores indiferenciados;
- Diagnóstico diferencial entre tumores e estados reacionais;
- Diagnóstico de diversas doenças infecciosas;
- Determinação de fatores preditivos de neoplasias;
- Determinação de fatores prognósticos de neoplasias;
- Determinação / sugestão de sítio primário de adenocarcinoma;
- Determinação de tipo / subtipo de linfomas e leucemias.

REFERÊNCIAS

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.

JUNQUEIRA, Luis Carlos U.; JUNQUEIRA, Luiza Maria M. S. Técnicas básicas de citologia e histologia. São Paulo: Santos, 1983.

STEVENS, Alan; LOWE, James. Histologia. São Paulo: Manole, 1995.

BECAK, Willy. JORGE PAULETE. Técnicas de citologia e histologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1976.

Para ver o artigo completo:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAW4EAG/tecnicas-histologicas




Obrigada, e esperamos que tenha sido útil

Equipe eh-vetunicentro

Preparação de um tecido para análise histológica

Olá!

                Em postagem anterior falamos sobre como manusear um microscópio. Hoje iremos explicar como preparar uma lâmina para analises histopatológicas.
                É importante saber que existem muitas outras técnicas de coloração, mas algumas são caras demais e muito trabalhosas, o que acaba sendo inviável. A técnica da parafina é a mais utilizada pois é barata, e simples de fazer pois requisita um tempo relativamente curto em comparação com o custo benefício que ela oferece.


Preparo de cortes Histológicos:


                Os cortes são derivados da remoção de pequenas amostras representativas de tecidos, cortadas em fatias muito delgadas, apropriadas para o estudo em um microscópio. Em geral os cortes são preparados pela técnica de parafina (lâminas permanentes).



TÉCNICA DE PARAFINA PARA PREPARO DE CORTES



Amostra de Tecido:

                A amostra deve ser pequena, obtida através de uma excisão cirúrgica (biópsia), ou pós morte (necropsia). Essa amostra não deve passar de  1 cm, em qualquer dimensão, pois quanto maior for a amostra, mais tempo ira demorar para ela ser fixada. Este tamanho pode variar em função do tipo de equipamento apresentado pelo laboratório, onde o corte será preparado.


Fonte: https://encrypted-tbn3.google.com/images?q=tbn:ANd9GcS3_RmsS1Ha_JiXRh1y6w9pFTEsVb-K5fchiXcDTwlclAkvyeG4

  

Tamanho ideal de um tecido
Fonte: http://143.107.23.244/lido/rato/images/macro_tumor1a.jpg

 Fixação:

                Os fixadores têm como objetivo endurecer os tecidos moles e prevenir a deterioração e outras alterações estruturais indesejáveis nas células e nos tecidos que serão analisados. Eles atuam como coaguladores protéicos, evitando a digestão das células pelas enzimas celulares por ela liberadas após a morte, impedindo que a amostra seja danificada para o exame microscópico. Apresentam também ação anti-séptica matando bactérias e outros agentes causadores de doenças nos tecidos infectados, que poderiam, eventualmente, ameaçar a saúde dos que manuseiam tais tecidos. O fixador mais comum é a solução de formal a 10%; outros fixadores usados são: álcool, fixador de Bouin Zenker, entre outros.
                 Para o transporte até o laboratório não devem ser esquecidos os requisitos fundamentais de acompanhamento: anamnese, condições de coleta, data da morte e data da coleta, dados de necropsia (se realizada). Na ausência do formol ou álcool, para transporte, pode-se acondicionar a amostra em isopor com gelo, mas deve-se evitar congelá-la, pois sua estrutura microscópica será alterada quando ocorrer o descongelamento.

Lavagem:

                O primeiro passo da técnica consiste em deixar a amostra sendo lavada em água corrente por um período de 12 horas, será removido assim o excesso de formol.

Desidratação:

                O objetivo da técnica de parafina é substituir a água dos tecidos pela parafina. Como a parafina não é solúvel em água, é necessário primeiro retirar a mesma da amostra de tecido. Isto é feito em dois estágios:

 1º - Substituição da água por álcool - passa-se o tecido em várias soluções de álcool com o aumento de graduação na concentração, num amplo período de tempo seguindo esta ordem abaixo:
                - álcool 70%: 1 a 2hs
                - álcool 80%: 1h
                - álcool 90%: 1h
                - álcool 96%: 1h
                - álcool 100% (álcool absoluto): 1h
               
2º - Clarificação ou Diafanização - Substituição do álcool por um solvente de parafina miscível com o álcool. Usa-se o Xilol como solvente. Passa-se o tecido em várias trocas de Xilol até que o álcool seja substituído por este. O tecido fica meio transparente.
                - Xilol I: 1 h
                 -Xilol II: 1 h

Inclusão

                Coloca-se a amostra impregnada por xilol em um cassete para poder dar o banho de parafina líquida aquecida. O tecido logo fica inteiramente saturado com parafina, sendo que, a cera líquida passa a ocupar todos os espaços do tecido, que antes continha água. Este procedimento é feito dentro da estufa. A cera endurece a medida que esfria, onde monta-se o bloco de parafina (emblocagem), para que possa ser cortado em fatias delgadas.


 Cassete para preparação dos blocos

Fonte: https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcRoeR9xCnLGuIQLaSaphzNM46Y_3iQsTN61R3wezu5O-cWb0Jh86g

Blocos prontos: 
 
Fonte: https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcStpCXluUFiXlbfoWwZk7OrHktfPv2P9Atb8EYWeYpov_lLhhdQ


Fonte:https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSGoCUY0JNWhS_v3AeuQ89qeEiNnEdapcZcyf_gpAXoRoLccEPptg

 Microtomia

                O bloco de parafina é então posicionado micrótomo, onde se desgasta a parafina até chegar ao corte, após gradua-se o micrótomo para cortes de 3 a 6 um, onde sairão os cortes desprendendo-se da navalha, com suas bordas aderidas aos cortes vizinhos de modo a constituir uma fita da qual, cada um deles é, individualmente, separado com facilidade.


Fonte: https://encrypted-tbn1.google.com/images?q=tbn:ANd9GcQTpyMTsiycxp4tkWotxKbEaH-bvjriDZ6hpXPjksrOSOPN0omTZQ



Confecção da lâmina

                Os cortes são esticados em água morna, e depois colocados em lâminas contendo albumina de Meyer, para fixar o corte à lâmina. (lado brilhante voltado para o vidro). Deixar escorrer o excesso de água, e levar as lâminas para estufa, onde se deixa secar completamente e começar a derreter a parafina. Outra maneira é esticar os cortes em álcool a 20% e depois passar pela gelatina, dispensando a albumina.

Coloração

                A maioria dos tecidos são incolores, o que torna difícil sua observação ao microscópio óptico. Devido a isto, foram introduzidos métodos para a coloração dos tecidos de modo a tornar seus componentes visíveis e destacados uns dos outros. A coloração é feita usando geralmente misturas de substâncias químicas denominadas corantes. A maioria dos corantes usados em histologia comporta-se como ácidos ou básicos e tendem a formar ligações salinas com radicais ionizáveis presentes nos tecidos. Os componentes dos tecidos que se coram facilmente com corantes básicos são chamados basófilos, sendo chamados de acidófilos os que se liga a corantes ácidos. A hematoxilina não é um corante básico, mas comporta-se como tal, ligando-se as estruturas basófilas dos tecidos. A eosina é um corante ácido. A coloração dupla pela Hematoxilina e pela Eosina (HE) é a mais utilizada na rotina em histologia.



Fonte: https://encrypted-tbn0.google.com/images?q=tbn:ANd9GcSHdfRK7fDEY3hssl3J7DlCBHsVfp30ZiZkIX3Xt4JriH_bJscm

Hematoxilina - coram núcleos de azul
Eosina - coram citoplasma de róseo




Técnica de coloração HE - Hematoxilina e Eosina

- Xilol - 15' - 30'
- Deixar Secar
- Álcool Absoluto - 2'
- Álcool Absoluto - 2'
- Lavar em água destilada
- Hematoxilina - 1'30''
- Lavar em água corrente
- Deixar descansando em água - 2' (até ficar meio azulado)
- Eosina - 30''
- Lavar em água - 2'
- Álcool absoluto - 2'
- Álcool absoluto - 2'
- Álcool absoluto - 2'
- Álcool absoluto - 2'
- Deixar secar
- Xilol - 20'
- Montagem em Bálsamo
- Identificação das lâminas




Observações:
Vale lembrar que infelizmente nem todas as lâminas preparadas saem com perfeição e em algumas podem ocorrer variações ou defeitos conhecidas como artefatos. Esses artefatos variam desde a formação de bolhas de ar, acumulo de cristais de corante ou de formol, até sobreposição de tecidos.





Referências: